27 maio, 2026

CLIDOR no celular: cuidado com a dor para atletas de corrida e praticantes de academia

 

A prática de atividade física tem transformado a rotina de muitas pessoas em Petrolina e Juazeiro. A corrida de rua ganhou força, as academias estão cada vez mais movimentadas e muitos homens e mulheres passaram a enxergar o exercício não apenas como estética, mas como saúde, disciplina, superação e qualidade de vida.

Esse movimento é muito positivo. O corpo humano foi feito para se mover. Caminhar, correr, fortalecer, treinar, evoluir e superar limites fazem parte de uma vida mais ativa e mais saudável. Junto com esse crescimento também surge uma realidade muito comum: dores musculares persistentes, sobrecargas, lesões por repetição, tensão cervical, dor lombar, dor no joelho, dor no ombro, canelite, dor no quadril, dor no tendão, dor no trapézio e fadiga muscular que não melhora adequadamente entre os treinos.

Muitas vezes, o atleta amador ou o praticante de academia tenta seguir treinando mesmo com dor. No começo, parece apenas um incômodo. Depois, a dor passa a limitar o rendimento, prejudicar a execução dos exercícios, alterar a postura, comprometer o sono e gerar insegurança para continuar evoluindo. É nesse momento que o cuidado especializado faz diferença.

A Acupuntura Médica pode ser uma grande aliada para corredores e praticantes de atividade física. Quando indicada após avaliação adequada, ela pode contribuir para a modulação da dor, redução da tensão muscular, melhora da mobilidade, recuperação funcional e alívio de dores associadas à sobrecarga do treino. Também pode ser útil em quadros de dor cervical e tensão nos ombros após musculação, dor lombar após treino intenso, dor no joelho em corredores, dor miofascial, contraturas e dores persistentes que surgem com repetição de movimento.

Na CLIDOR, a acupuntura não é vista como uma técnica isolada. Ela faz parte de uma estratégia médica de cuidado para a dor, considerando a história do paciente, o tipo de atividade física praticada, a intensidade dos treinos, os padrões de dor, os fatores de piora, o sono, a recuperação e os objetivos individuais. O foco é cuidar da dor sem afastar desnecessariamente o paciente daquilo que ele gosta de fazer, sempre respeitando segurança, diagnóstico e orientação médica.

E agora esse cuidado ficou ainda mais acessível com o novo aplicativo da CLIDOR.

Com o aplicativo salvo na tela inicial do celular, corredores, praticantes de academia e pessoas com dor podem ter a CLIDOR sempre ao alcance. Em poucos toques, é possível acessar informações sobre dor, conhecer as principais áreas de tratamento, entender melhor os sintomas e falar diretamente com a recepção para agendar uma avaliação.

A proposta do aplicativo é simples: aproximar o paciente do cuidado. Afinal, quem sente dor durante ou após o treino nem sempre pode esperar. Uma dor que se repete precisa ser avaliada. Uma dor que limita o movimento precisa ser compreendida. Uma dor que impede o corpo de evoluir merece atenção especializada.

Instrução simples:

No iPhone: tocar em compartilhar → adicionar à tela de início → adicionar.

No Android: abrir no Chrome → tocar nos três pontinhos → adicionar à tela inicial / instalar app.

Salve no seu celular. Você pode precisar dele quando a dor aparecer. 











Para quem corre, a avaliação pode ajudar a identificar dores relacionadas à sobrecarga, joelho, quadril, tornozelo, coluna lombar, panturrilha e cadeia posterior. Para quem treina em academia, o cuidado pode envolver dor cervical, trapézio, ombros, cotovelos, lombar, joelhos e dores musculares persistentes após exercícios com carga.

O objetivo não é interromper sua rotina ativa. O objetivo é ajudar você a treinar com mais consciência, recuperar melhor, reduzir a dor e manter o movimento com segurança.

Na CLIDOR, acreditamos que cuidar da dor é também cuidar da sua liberdade de se movimentar. E para quem corre, treina, trabalha, cuida da família e busca uma vida mais ativa, ter acesso rápido a uma clínica especializada pode fazer toda a diferença.

Salve o aplicativo da CLIDOR na tela inicial do seu celular e tenha a clínica sempre ao seu alcance.

Cuidar da dor não pode esperar.
E continuar em movimento também faz parte do tratamento.


Dr. Alexandre Palomino

Médico especialista em Acupuntura Médica e Tratamento da Dor.

Atendimento em Petrolina – PE.

Site: www.dralexandrepalomino.com.br

Aplicativo CLIDOR: https://app.dralexandrepalomino.com.br

13 maio, 2026

Fibromialgia: quando a dor no corpo todo precisa ser acolhida, compreendida e tratada

    A fibromialgia é uma daquelas condições que desafiam não apenas o corpo, mas também a forma como o paciente é ouvido. Muitas pessoas passam anos sentindo dores espalhadas, cansaço persistente, sono ruim, peso nos ombros, dor cervical, dor lombar, sensibilidade aumentada e uma sensação profunda de desgaste físico e emocional. Por fora, nem sempre há sinais evidentes. Por dentro, porém, o corpo parece viver em estado de alerta, como se a dor estivesse sempre pronta para aparecer, mudar de lugar ou aumentar sem uma causa aparente.

    Essa é uma das razões pelas quais a fibromialgia precisa ser explicada com cuidado: a dor é real. Ela não é exagero, fraqueza ou “coisa da cabeça”. A fibromialgia é reconhecida como uma síndrome de dor crônica, caracterizada por dor generalizada, fadiga, sono não reparador, alterações cognitivas, rigidez, sensibilidade ao toque e impacto significativo na qualidade de vida. Revisões recentes reforçam que se trata de uma condição complexa, com mecanismos biológicos, neurológicos, emocionais e funcionais envolvidos.

    O que acontece na fibromialgia não é simplesmente uma inflamação localizada em um músculo ou articulação. Em muitos pacientes, existe uma alteração na forma como o sistema nervoso processa os estímulos dolorosos. É como se o “volume da dor” estivesse aumentado. Estímulos que antes seriam percebidos como leves podem passar a ser interpretados como dolorosos. Pequenas sobrecargas, noites mal dormidas, tensão emocional, esforço físico exagerado ou períodos de estresse podem desencadear crises intensas. Esse fenômeno costuma ser explicado pelo conceito de sensibilização central, no qual o sistema nervoso fica mais responsivo à dor e menos eficiente em modulá-la.

    As causas da fibromialgia ainda não são explicadas por um único fator. O mais aceito atualmente é que ela surja da combinação de predisposição individual, alterações neurofisiológicas, distúrbios do sono, fatores hormonais, histórico de dor persistente, estresse prolongado, traumas físicos ou emocionais, sedentarismo, ansiedade, depressão, sobrecarga ocupacional e, em alguns casos, doenças associadas. Isso não significa que todos esses fatores estejam presentes em todos os pacientes. Cada pessoa tem uma história, um corpo, uma rotina e um padrão de dor. Por isso, o tratamento precisa ser individualizado.

    Na prática clínica, a fibromialgia pode se apresentar de várias formas. Há pacientes que sentem dor no corpo todo. Outros referem dor predominante em pescoço, ombros, costas, região lombar, quadris, braços e pernas. Algumas pessoas descrevem que acordam mais cansadas do que quando foram dormir. Outras relatam sensação de peso, rigidez matinal, formigamentos, dor ao toque, cefaleia, irritabilidade, dificuldade de concentração e piora da dor em períodos de tensão. Também é comum que o paciente diga: “meus exames estão normais, mas eu continuo sentindo dor”. Esse é um ponto fundamental: exames normais não anulam a dor do paciente. Eles apenas indicam que aquela dor pode estar relacionada a mecanismos funcionais e neurossensoriais, e não necessariamente a uma lesão estrutural visível.

    Os fatores de piora costumam variar, mas alguns aparecem com frequência: sono ruim, estresse, excesso de trabalho, sedentarismo, esforço físico sem progressão adequada, longos períodos de imobilidade, frio, ansiedade, alimentação desorganizada, uso excessivo de analgésicos sem estratégia, dor emocional não tratada e falta de rotina de autocuidado. Em muitos casos, o paciente entra em um ciclo difícil: sente dor, dorme mal, acorda cansado, reduz a atividade física, perde condicionamento, sente mais dor e passa a viver com medo de se movimentar. Romper esse ciclo é uma das grandes metas do tratamento.

    Por outro lado, existem fatores que podem ajudar na melhora. Educação sobre a doença, atividade física gradual, sono mais regular, manejo do estresse, acompanhamento médico, fisioterapia quando indicada, psicoterapia em casos selecionados, alimentação equilibrada, redução de sobrecargas, fortalecimento progressivo, técnicas de relaxamento, medicações bem indicadas e terapias não farmacológicas podem contribuir para o controle da dor e para a recuperação da qualidade de vida. Diretrizes modernas destacam que o cuidado com a fibromialgia deve ser centrado no paciente, combinando educação, exercício supervisionado, estratégias comportamentais e tratamento individualizado.

    É importante compreender que tratar fibromialgia não significa procurar uma solução única e imediata. O tratamento mais adequado costuma ser construído em etapas. Primeiro, é preciso validar a dor e explicar o diagnóstico. Depois, avaliar os sintomas predominantes: dor, sono, fadiga, humor, funcionalidade, sedentarismo, tensão muscular, crises, uso de medicamentos e impacto na rotina. A partir disso, é possível definir uma estratégia realista, com metas progressivas: reduzir a intensidade da dor, melhorar o sono, recuperar movimento, diminuir crises, melhorar disposição e devolver autonomia.

    Entre as técnicas atuais de tratamento, a atividade física gradual ocupa papel importante. Exercícios aeróbicos leves, fortalecimento progressivo, alongamentos, hidroterapia, pilates, caminhada, tai chi e outras práticas orientadas podem ajudar, desde que respeitem o limite do paciente e sejam introduzidas com progressão adequada. O erro mais comum é tentar compensar anos de dor com esforço abrupto. Na fibromialgia, o corpo precisa reaprender a se movimentar com segurança.

    O tratamento medicamentoso também pode ter seu lugar, principalmente quando há dor intensa, distúrbio do sono, ansiedade, sintomas depressivos ou grande impacto funcional. Porém, medicação isolada raramente resolve toda a complexidade da fibromialgia. O ideal é que ela seja usada com critério, dentro de um plano mais amplo, evitando a dependência de analgésicos de resgate e buscando melhorar o funcionamento global do paciente.

    Dentro das abordagens não farmacológicas, a Acupuntura Médica pode ser uma aliada importante. Quando realizada por médico e integrada a uma avaliação clínica, a acupuntura pode contribuir para a modulação da dor, redução da tensão muscular, melhora do relaxamento, regulação de mecanismos neurofisiológicos e alívio de sintomas associados à dor crônica. Revisões e diretrizes recentes apontam a acupuntura como uma intervenção não farmacológica relevante no cuidado da fibromialgia, especialmente dentro de uma abordagem ampla e centrada no paciente.



    Na CLIDOR, o cuidado com a fibromialgia parte de uma compreensão essencial: cada paciente sente a dor de uma forma. Não basta tratar o diagnóstico; é preciso tratar a pessoa. Isso significa escutar a história, entender há quanto tempo a dor existe, quais regiões mais incomodam, como está o sono, como está a rotina, quais tratamentos já foram tentados, quais medos o paciente carrega e quais objetivos são possíveis naquele momento.

    A proposta do tratamento na CLIDOR é oferecer uma abordagem médica, acolhedora e individualizada para o controle da dor. A Acupuntura Médica pode ser incorporada como parte desse cuidado, especialmente para pacientes que convivem com dor difusa, tensão muscular, sensibilidade aumentada, dor cervical, dor lombar, peso nos ombros e crises recorrentes. Em alguns casos, outras estratégias médicas podem ser associadas, sempre de acordo com a avaliação clínica e a necessidade de cada paciente.

    Falar de fibromialgia também é falar de esperança. Não a esperança ingênua de uma cura instantânea, mas a esperança concreta de que a dor pode ser compreendida, controlada e acompanhada com seriedade. Muitos pacientes melhoram quando finalmente recebem uma explicação adequada, deixam de se sentir culpados pela dor e passam a ter um plano de cuidado possível. A fibromialgia pode ser persistente, mas isso não significa que o paciente esteja condenado a viver sem alívio.

    O primeiro passo é reconhecer que a dor merece atenção. O segundo é procurar uma avaliação capaz de diferenciar a fibromialgia de outras causas de dor crônica, identificar fatores de piora, mapear sintomas associados e construir uma estratégia terapêutica segura. Quando o cuidado é bem conduzido, o paciente pode recuperar movimento, confiança, sono, disposição e qualidade de vida.

    Se você sente dor no corpo todo, cansaço frequente, sono não reparador, sensibilidade aumentada, dor cervical, dor lombar, peso nos ombros ou crises dolorosas que se repetem, talvez seja o momento de procurar ajuda especializada. Na CLIDOR, em Petrolina, o tratamento da fibromialgia é conduzido com escuta, avaliação médica e uma abordagem integrada para aliviar a dor e devolver mais leveza à rotina.

    A fibromialgia não precisa ser enfrentada em silêncio. Agende sua avaliação e conheça uma forma mais cuidadosa, médica e humanizada de tratar a dor.


Dr. Alexandre Palomino

Médico especialista em Acupuntura Médica | tratamento da dor.

Atendimento em Petrolina – PE.

Site: www.dralexandrepalomino.com.br 


12 maio, 2026

Dor cervical e tensão nos ombros: quando o peso no pescoço deixa de ser apenas cansaço?

    A dor cervical e a tensão nos ombros estão entre aquelas queixas que muitas pessoas aprendem a suportar em silêncio. Começa como um peso no fim do dia, uma rigidez ao acordar, uma sensação de “ombros travados” depois de horas no computador ou até uma dor que aparece após o treino na academia. Em alguns casos, melhora com repouso. Em outros, vai se repetindo, ficando mais intensa, limitando movimentos, atrapalhando o sono e criando a impressão de que o corpo está sempre carregando uma tensão acumulada.

    Na região cervical e nos ombros, o principal grupo muscular envolvido costuma ser formado pelo trapézio superior, levantador da escápula, escalenos, musculatura suboccipital e músculos da cintura escapular. O trapézio superior, em especial, é um dos músculos que mais participa dessa sensação de peso sobre os ombros, rigidez no pescoço e dor que pode subir para a cabeça ou descer em direção à região entre as escápulas. Diretrizes clínicas sobre dor cervical descrevem que os quadros podem envolver dor muscular, espasmo, dor facetária, dor irradiada, dor neural e limitação de movimento, o que explica por que nem toda dor no pescoço tem a mesma origem.

    Muitas vezes, o paciente chega dizendo: “Doutor, parece que meu pescoço não relaxa”. Essa frase é muito comum. E ela traduz bem o que acontece em boa parte dos quadros de dor cervical: a musculatura entra em um estado de contração persistente, como se permanecesse em alerta. Isso pode acontecer por postura mantida por longos períodos, estresse, sono inadequado, excesso de carga nos treinos, movimentos repetitivos, uso prolongado de celular, trabalho em computador, ansiedade, bruxismo, sobrecarga emocional e falta de recuperação muscular adequada.

    Na academia, por exemplo, a dor cervical e a tensão nos ombros podem surgir após exercícios de membros superiores, treino de costas, ombros, trapézio, supino, desenvolvimento, remadas ou levantamento de carga com compensação postural. Nem sempre o problema está apenas no exercício em si. Às vezes, a dor aparece porque o corpo já vinha acumulando tensão, e o treino apenas revela uma sobrecarga que estava silenciosa. Quando a dor se torna frequente, limita a amplitude de movimento, irradia para braços ou cabeça, ou volta sempre após o treino, é sinal de que a região precisa ser avaliada com mais cuidado.

    Entre as possibilidades mais importantes para dor crônica nessa região estão a síndrome dolorosa miofascial, os pontos-gatilho musculares, a disfunção das articulações facetárias cervicais, a dor cervicogênica, a cefaleia associada à tensão cervical, as discopatias cervicais, a hérnia de disco cervical, a radiculopatia cervical, a artrose cervical, a irritação de nervos periféricos, além de quadros em que existe sensibilização do sistema nervoso, como acontece em algumas dores persistentes e na fibromialgia. A dor cervical também pode se manifestar com rigidez, limitação de movimento e sintomas irradiados para ombros, escápulas, braços ou mãos, especialmente quando há envolvimento neural.

    Por isso, é importante não tratar toda dor cervical como “má postura” ou “estresse”. Esses fatores podem contribuir, mas a dor precisa ser interpretada dentro de uma avaliação médica completa. O local onde dói nem sempre revela, sozinho, a origem do problema. Uma dor no ombro pode ter relação com a coluna cervical. Uma dor que sobe para a cabeça pode nascer na musculatura suboccipital ou nas articulações cervicais. Uma sensação de peso no trapézio pode estar ligada a pontos-gatilho miofasciais. Um formigamento no braço pode sugerir irritação neural. Cada uma dessas possibilidades exige uma leitura clínica diferente.

    Na CLIDOR, essa avaliação é conduzida com atenção à história do paciente, ao exame físico, ao padrão da dor, aos fatores de piora e melhora, à rotina de trabalho, ao sono, ao treino, à postura e aos exames complementares quando necessários. O objetivo não é apenas perguntar “onde dói”, mas compreender por que aquela dor se mantém, por que ela retorna e como ela está interferindo na vida do paciente.

    Dentro dessa abordagem, a Acupuntura Médica pode ser uma importante aliada no tratamento da dor cervical e da tensão nos ombros. Quando realizada por médico, ela é integrada ao raciocínio clínico, ao diagnóstico e ao acompanhamento individualizado. A acupuntura pode atuar na modulação da dor, no relaxamento muscular, na redução da tensão persistente, na melhora da mobilidade e na regulação de mecanismos neurofisiológicos envolvidos na dor crônica. Revisões recentes mostram que a acupuntura tem sido utilizada em diretrizes e estudos voltados para dores musculoesqueléticas, incluindo dor cervical e dor no ombro, embora a indicação deva sempre considerar o perfil clínico de cada paciente.

    Em alguns casos, quando há pontos dolorosos bem definidos, dor persistente, espasmo muscular importante ou suspeita de irritação neural periférica, o tratamento pode ser associado a outros recursos médicos, como bloqueios periféricos, infiltrações em pontos específicos ou estratégias intervencionistas minimamente invasivas, sempre de acordo com a avaliação clínica. A proposta não é substituir o diagnóstico por uma técnica, mas escolher o melhor conjunto de recursos para cada pessoa.

    O diferencial do cuidado na CLIDOR está justamente nessa integração. O tratamento não é conduzido como uma sessão isolada, mas como parte de uma estratégia para reduzir a dor, melhorar o movimento e devolver funcionalidade. Para quem trabalha muitas horas sentado, para quem acorda com o pescoço travado, para quem treina e sente dor nos ombros, ou para quem convive com dor cervical há meses, essa visão individualizada faz diferença.

    A dor cervical crônica não afeta apenas o pescoço. Ela pode interferir no humor, no sono, na concentração, no desempenho profissional, nos treinos, na disposição e até na forma como a pessoa se movimenta durante o dia. Com o tempo, o paciente começa a evitar movimentos, reduz atividade física, usa analgésicos com frequência e passa a conviver com a dor como se ela fosse parte normal da rotina. Mas a dor persistente não deve ser normalizada.

    Na CLIDOR, o cuidado com a dor cervical e a tensão nos ombros é realizado com uma proposta médica humanizada, precisa e segura. A experiência clínica da equipe permite identificar quando a dor tem predomínio muscular, quando há componente articular, quando existe irritação neural, quando o treino pode estar contribuindo para o quadro e quando é necessário ampliar a investigação. A partir disso, o tratamento é planejado com foco no alívio da dor, na recuperação da mobilidade e na melhora da qualidade de vida.

    Se você sente dor no pescoço, tensão constante nos ombros, rigidez ao acordar, dor após academia, sensação de peso no trapézio, dor que sobe para a cabeça ou desconforto que irradia para braços e escápulas, talvez seja o momento de procurar uma avaliação. Quanto mais cedo a dor é compreendida, maiores são as chances de interromper o ciclo de tensão, limitação e recorrência.

    Na CLIDOR, em Petrolina, o tratamento da dor cervical e da tensão nos ombros é conduzido com avaliação médica especializada, Acupuntura Médica e estratégias individualizadas para cada paciente. Agende sua avaliação ou sessão e dê o primeiro passo para viver com menos dor, mais movimento e mais leveza.

Dr. Alexandre Palomino

Médico especialista em Acupuntura Médica | tratamento da dor.

Atendimento em Petrolina – PE.

11 maio, 2026

Tratamento da dor lombar sem cirurgia: quando é possível aliviar a dor com uma abordagem médica integrada?

        A dor lombar é uma das queixas mais frequentes dentro de um consultório médico. Às vezes, ela começa como um incômodo discreto no fim do dia. Em outros casos, surge de forma intensa, trava os movimentos, limita o trabalho, atrapalha o sono e desperta uma preocupação muito comum: “será que vou precisar operar?”. Essa pergunta é compreensível, principalmente quando o paciente já chega com uma ressonância mostrando hérnia de disco, desgaste, abaulamento, artrose ou alguma alteração na coluna. Mas é importante dizer com clareza: ter alteração no exame não significa, automaticamente, precisar de cirurgia.

      A dor lombar é um problema mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 619 milhões de pessoas conviviam com dor lombar em 2020, e a estimativa é que esse número chegue a 843 milhões até 2050. A própria OMS considera a dor lombar a principal causa de incapacidade no mundo. Isso mostra que estamos falando de uma condição extremamente comum, complexa e de grande impacto para a vida das pessoas.

    Apesar desse impacto, a maior parte dos casos de dor lombar não começa pelo caminho cirúrgico. Em atendimentos de atenção primária, aproximadamente 90% dos casos são classificados como dor lombar inespecífica, ou seja, não estão ligados a uma causa única e grave facilmente identificável. Diretrizes clínicas também apontam que menos de 2% das pessoas com dor lombar apresentam condições potencialmente graves que exigirão cirurgia ou intervenção médica de maior urgência.

      Isso não quer dizer que a cirurgia não tenha valor. Em situações bem selecionadas — como déficit neurológico progressivo, compressões importantes, instabilidade, algumas hérnias com sintomas persistentes e incapacitantes ou doenças estruturais específicas — a cirurgia pode ser necessária e trazer benefícios. Estudos clássicos sobre hérnia de disco lombar, como o SPORT, demonstraram que pacientes operados podem apresentar melhora maior em determinados cenários quando comparados ao tratamento não operatório, especialmente em casos bem indicados.

    O ponto central é outro: cirurgia não deve ser confundida com primeira opção para toda dor lombar. Em muitos pacientes, a dor vem de uma combinação de fatores: contratura muscular, inflamação local, sensibilização dos nervos, sobrecarga mecânica, alterações posturais, sedentarismo, estresse, sono ruim, dor miofascial, artrose facetária, sacroilíaca, irritação de raízes nervosas ou mecanismos de dor crônica. Quando o tratamento enxerga apenas a imagem do exame, corre-se o risco de tratar a ressonância e esquecer a pessoa.

    Também é preciso lembrar que a cirurgia, embora possa ser fundamental em casos específicos, não é isenta de limitações. Revisões apontam que uma parcela dos pacientes pode permanecer com dor após cirurgia de coluna, com risco descrito de falha em cirurgias lombares variando de 10% a 46% em determinados contextos. Outros estudos mostram taxas de reoperação após cirurgias lombares que podem ficar em torno de 8,5% em hérnia de disco lombar e cerca de 13,2% em acompanhamento de 10 anos após primeira cirurgia lombar em uma grande coorte populacional.

    Por isso, o tratamento moderno da dor lombar precisa ser individualizado. Antes de perguntar “preciso operar?”, muitas vezes a pergunta mais adequada é: qual é a origem predominante da minha dor e quais recursos podem ser usados para controlar essa dor sem cirurgia?

   É nesse cenário que a Acupuntura Médica pode ocupar um papel importante. Quando realizada por médico, ela não é vista como uma técnica isolada ou apenas como uma prática complementar. Ela passa a fazer parte de um raciocínio clínico mais amplo, integrando avaliação médica, exame físico, análise dos sintomas, interpretação dos exames de imagem quando necessários e acompanhamento da evolução do paciente.

   Na dor lombar, a acupuntura médica pode atuar em diferentes camadas do problema. Ela pode ajudar na modulação da dor, na redução da tensão muscular, na melhora da mobilidade, na regulação de mecanismos neurofisiológicos envolvidos na dor persistente e na diminuição da necessidade de uso contínuo de analgésicos em alguns pacientes. Diretrizes e revisões recentes reconhecem a acupuntura como uma intervenção presente em recomendações para dor lombar e outras dores musculoesqueléticas crônicas, embora a força das recomendações varie conforme a qualidade dos estudos e o perfil do paciente.

   Mas há casos em que a dor lombar precisa de algo a mais. Quando existe uma dor muito localizada, uma dor irradiada, um componente neuropático, uma crise intensa ou um padrão de dor mantido por irritação de estruturas nervosas periféricas, os Bloqueios de Nervos Periféricos podem ser considerados dentro de uma estratégia médica. Esses bloqueios consistem na aplicação precisa de anestésico local, com ou sem outros medicamentos, ao redor de estruturas nervosas específicas, com o objetivo de reduzir a transmissão dolorosa, aliviar a crise e permitir que o paciente recupere movimento, sono e funcionalidade.

  A associação entre Acupuntura Médica e Bloqueios de Nervos Periféricos pode ser especialmente interessante porque une duas frentes: de um lado, a modulação neurofisiológica gradual da dor; de outro, uma intervenção médica direcionada para pontos ou trajetos específicos de dor. Em vez de enxergar o tratamento como uma escolha entre “remédio ou cirurgia”, essa abordagem amplia o cuidado: reduz a dor, melhora a mobilidade, permite reabilitação mais segura, favorece o retorno às atividades e pode ajudar o paciente a sair do ciclo de crise recorrente.

Dr. Caio Vaz
  Na CLIDOR, essa visão tem sido construída com seriedade, critério e experiência clínica. O tratamento da dor lombar sem cirurgia não é apresentado como promessa, nem como solução mágica. Ele é conduzido como uma estratégia médica estruturada, baseada na avaliação individual de cada paciente. Dentro dessa história, o Dr. Caio Vaz teve papel pioneiro em Petrolina ao desenvolver e consolidar essa abordagem integrada para o tratamento da dor, associando raciocínio intervencionista, experiência clínica e cuidado humanizado. Ao lado dele, o Dr. Alexandre Palomino fortalece essa linha de cuidado com a Acupuntura Médica aplicada ao tratamento da dor, ampliando as possibilidades terapêuticas para pacientes com lombalgia, dor crônica, dor irradiada e limitação funcional.

    O sucesso dessa abordagem na CLIDOR nasce justamente dessa integração. Não se trata apenas de aplicar uma técnica. Trata-se de escutar a história da dor, entender quando ela começou, o que piora, o que alivia, como interfere no sono, no trabalho, na caminhada, na vida familiar e na autonomia do paciente. A partir daí, o tratamento pode combinar acupuntura médica, bloqueios periféricos, orientações de movimento, controle medicamentoso criterioso, reabilitação e acompanhamento contínuo.

Dr. Alexandre Palomino

  É importante reforçar: existem sinais de alerta que exigem avaliação médica mais rápida, como perda de força progressiva nas pernas, alteração urinária ou intestinal, febre, perda de peso inexplicada, dor após trauma, histórico de câncer ou dor incapacitante que não melhora. Nesses casos, a investigação precisa ser cuidadosa e, se houver indicação, o tratamento cirúrgico deve ser considerado sem atraso.

   Mas, para muitos pacientes, a dor lombar pode ser tratada sem cirurgia. E mais do que isso: pode ser tratada com método, segurança e acompanhamento médico. Quando a dor deixa de ser vista apenas como uma “coluna desgastada” e passa a ser compreendida como uma condição multifatorial, abre-se um caminho mais realista e mais humano para o alívio.

    Na CLIDOR, em Petrolina, o cuidado com a dor lombar segue essa direção: avaliar antes de intervir, individualizar antes de padronizar, aliviar a dor sem perder de vista a função, o movimento e a qualidade de vida. Porque o melhor tratamento nem sempre é o mais agressivo. Muitas vezes, é o mais preciso.

  Se a dor lombar está persistente, irradiando para a perna, limitando seus movimentos ou voltando com frequência, uma avaliação médica pode esclarecer a origem da dor e indicar se existe possibilidade de tratamento sem cirurgia.

https://clidorpetrolina.com/










Dr. ALEXANDRE PALOMINO

Médico especialista em Acupuntura Médica | tratamento da dor.

Atendimento em Petrolina – PE.

08 maio, 2026

Dor lombar que não passa: quando procurar avaliação?

        A dor lombar costuma ser, para muitas pessoas, quase um incômodo familiar. Ela aparece depois de um esforço maior, após um dia cansativo, depois de muito tempo sentado ou em pé, e frequentemente é tratada como algo passageiro. Em muitos casos, realmente melhora com repouso relativo, ajuste de rotina e passagem do tempo. O problema começa quando essa dor deixa de ser episódica e passa a ser permanente. Quando a lombar dói por dias seguidos, volta com frequência ou nunca parece desaparecer completamente, o corpo começa a dar sinais de que talvez já não se trate apenas de um desconforto simples.

        É justamente nesse ponto que surge uma dúvida muito comum: quando uma dor lombar que não passa merece uma avaliação médica? Essa pergunta é importante porque nem toda dor na parte inferior das costas significa gravidade, mas também nem toda dor lombar deve ser banalizada. Entre suportar em silêncio e transformar qualquer sintoma em motivo de alarme, existe um caminho mais sensato: observar a persistência da dor, o impacto que ela causa na vida e os sinais que o corpo apresenta ao longo do tempo.

    No consultório, é frequente ouvir relatos de pacientes que começaram com uma dor aparentemente pequena e foram se adaptando aos poucos. Primeiro, deixaram de pegar peso. Depois, passaram a evitar certos movimentos. Em seguida, começaram a dormir pior, a trabalhar com desconforto, a se levantar com rigidez ou a terminar o dia já prevendo que a lombar voltaria a incomodar. Muitas vezes, a dor não é incapacitante o tempo todo, mas também não desaparece. Ela permanece como um ruído constante no corpo, consumindo energia, mobilidade e qualidade de vida.

      A persistência é, por si só, um sinal de atenção. Quando a dor lombar dura mais do que o esperado, reaparece repetidamente ou começa a limitar atividades simples do dia a dia, já existe motivo para uma avaliação mais cuidadosa. Isso não significa assumir que o pior está acontecendo, mas reconhecer que a dor está deixando de ser um episódio passageiro e passando a merecer investigação. Em muitos casos, o que precisa ser compreendido não é apenas onde dói, mas como essa dor começou, o que a mantém ativa, quais estruturas podem estar envolvidas e que impacto ela já está causando sobre a funcionalidade do paciente.

        A região lombar participa intensamente da vida prática. Ela sustenta carga, organiza movimento, responde à postura, sofre influência do sedentarismo, do excesso de esforço, da tensão muscular, do condicionamento físico e das exigências repetitivas do cotidiano. Por isso, a dor lombar pode ter muitas origens. Em alguns pacientes, o componente muscular é predominante. Em outros, há sobrecarga mecânica, rigidez, desequilíbrio funcional, irradiação, desgaste articular, sensibilidade aumentada ou cronificação do quadro doloroso. A dor pode até começar de forma semelhante em diferentes pessoas, mas sua evolução costuma ser profundamente individual.



      






É importante procurar avaliação quando a dor lombar começa a interferir na rotina de maneira mais clara. Isso inclui situações em que o paciente passa a ter dificuldade para permanecer sentado por muito tempo, sente limitação para caminhar, percebe piora importante ao levantar da cama, evita movimentos por medo, depende com frequência de analgésicos ou começa a organizar os dias em função da dor. Também merece atenção quando a lombalgia vem acompanhada de sensação de peso constante, tensão que nunca relaxa, crises recorrentes ou sensação de que houve melhora apenas parcial, sem recuperação real.

      Além disso, existem situações em que a procura por avaliação deve ser ainda mais atenta. Quando a dor lombar está associada a irradiação para a perna, formigamento, fraqueza, alterações de sensibilidade, trauma relevante, febre, emagrecimento sem explicação ou piora progressiva, o quadro exige análise médica mais cuidadosa. Esses sinais não significam automaticamente algo grave, mas indicam a necessidade de examinar o caso com mais critério e responsabilidade.

       Outro ponto importante é que a dor lombar persistente nem sempre se explica apenas por um exame de imagem. Muitas pessoas fazem radiografias ou ressonâncias e acabam se fixando apenas em palavras técnicas do laudo, sem conseguir entender o que aquilo realmente significa na prática. A avaliação médica é importante justamente para colocar esses achados em contexto. Nem toda alteração no exame explica a dor do paciente, e nem toda dor intensa vem acompanhada de achados alarmantes. Tratar bem a lombalgia não é tratar apenas a imagem; é tratar a pessoa, a sua funcionalidade, a sua história e o seu quadro clínico real.

       Quando a dor lombar não passa, o maior risco não é apenas o sintoma em si, mas o processo silencioso de adaptação que ele impõe. O paciente vai mudando a forma de sentar, de levantar, de dormir, de trabalhar e até de se movimentar, muitas vezes sem perceber o quanto a dor passou a comandar sua rotina. Com o tempo, isso pode gerar mais rigidez, medo de movimento, perda de condicionamento e queda importante da confiança corporal. Em outras palavras, a dor deixa de ser um evento e passa a moldar o comportamento.

        Procurar avaliação não deve ser visto como exagero, nem fraqueza. Pelo contrário, pode ser um gesto de cuidado no momento certo. A consulta permite entender se aquela dor lombar está relacionada a um quadro muscular, funcional, articular, inflamatório, neuropático ou misto; permite examinar sinais de alerta; permite diferenciar situações que pedem abordagem conservadora daquelas que merecem investigação complementar; e, acima de tudo, permite construir um plano terapêutico coerente com aquele paciente.

        Dependendo do caso, o tratamento pode incluir orientação clínica, ajuste de rotina, reabilitação, fortalecimento progressivo, acupuntura médica, eletroacupuntura, medicações quando indicadas e outras estratégias integradas. O mais importante é compreender que dor lombar persistente não deve ser enfrentada apenas com improviso. Quando o quadro começa a se prolongar, o paciente precisa de clareza, não apenas de alívio momentâneo.

        Em Petrolina e em toda a região do Vale do São Francisco, a dor lombar é uma das queixas mais frequentes entre pessoas com diferentes estilos de vida. Trabalhadores que passam muitas horas sentados, pessoas submetidas a esforço físico repetitivo, pacientes sedentários, indivíduos sob tensão constante e até quem já convive com dor crônica há muito tempo podem apresentar esse quadro. Cada história exige escuta. Cada lombar dolorosa traz um contexto. E é justamente por isso que o cuidado precisa ser individualizado.

        Finalmente, a pergunta não é apenas se a lombar ainda dói. A pergunta é: o que essa dor já começou a modificar na vida? Se ela está interferindo no sono, nos movimentos, no humor, no trabalho ou na qualidade de vida, talvez já seja o momento de buscar uma avaliação mais cuidadosa. Às vezes, o primeiro passo para o alívio não é insistir em suportar mais um pouco, mas compreender melhor o que o corpo está tentando dizer.


Dr. Alexandre Palomino
Médico especialista em Acupuntura Médica e tratamento da dor.
Atendimento em Petrolina – PE.

07 maio, 2026

Doutor, acupuntura dói?

Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório de acupuntura médica para o tratamento da dor. E ela é muito compreensível. Quando alguém já está sofrendo com dor lombar, dor cervical, enxaqueca, fibromialgia, dor no joelho, dor no ombro ou dores musculares persistentes, a ideia de receber agulhas pode gerar receio. O paciente pensa: “Se eu já estou com dor, será que a acupuntura vai doer ainda mais?”

A resposta, de forma clara e tranquila, é: acupuntura não deve doer.

A sensação da acupuntura é muito diferente da sensação de uma injeção, de uma coleta de sangue ou de um procedimento doloroso. As agulhas utilizadas são muito finas, delicadas e inseridas em pontos específicos do corpo com técnica adequada. Quando realizada por profissional habilitado, com material estéril e descartável, a acupuntura costuma ser bem tolerada e considerada segura. O National Center for Complementary and Integrative Health, órgão ligado ao National Institutes of Health dos Estados Unidos, descreve a acupuntura como geralmente segura quando realizada por profissional experiente utilizando agulhas estéreis, embora procedimentos inadequados possam causar complicações.

Durante a sessão, o paciente pode sentir uma leve picada inicial, uma sensação de pressão, peso, calor, formigamento ou uma espécie de “choquezinho” muito discreto. Essas sensações, quando acontecem, costumam ser rápidas e suportáveis. Em muitos casos, o paciente praticamente não sente a inserção da agulha. Algumas pessoas, inclusive, relaxam profundamente durante a sessão e relatam sensação de calma, sonolência ou alívio corporal progressivo.

É importante diferenciar a sensação terapêutica de dor. Na acupuntura, pode existir uma percepção local quando o ponto é estimulado, mas isso não deve ser um sofrimento. A sensação esperada é leve, controlada e sempre ajustada à tolerância do paciente. Se algo incomoda demais, o médico pode reposicionar a agulha, reduzir o estímulo ou modificar a estratégia. Acupuntura não é um teste de resistência. É um cuidado terapêutico.












Do ponto de vista fisiológico, a acupuntura atua a partir do estímulo de pontos específicos do corpo, que se comunicam com terminações nervosas, tecidos conjuntivos, músculos, vasos e vias do sistema nervoso. Esses estímulos podem modular a transmissão da dor na medula espinhal, ativar sistemas inibitórios descendentes, influenciar a liberação de neurotransmissores e participar da regulação de mecanismos relacionados à dor, tensão muscular e resposta inflamatória. Estudos sobre os mecanismos da acupuntura apontam participação de sistemas opióides endógenos, vias serotoninérgicas, noradrenérgicas e circuitos cerebrais envolvidos na modulação da dor.

Em outras palavras, a acupuntura não funciona apenas “no local da agulha”. Ela pode agir em diferentes níveis: no tecido doloroso, nos nervos periféricos, na medula espinhal e no cérebro. Por isso, ela pode ser útil em condições dolorosas nas quais existe tensão muscular, sensibilização do sistema nervoso, dor crônica, dor miofascial, dor lombar, dor cervical, cefaleias, enxaqueca, fibromialgia e quadros musculoesqueléticos persistentes.

Nos efeitos de curto prazo, muitos pacientes relatam sensação de relaxamento, redução da tensão muscular, melhora da mobilidade e diminuição da intensidade da dor logo após a sessão ou nas primeiras horas. Nem todos respondem da mesma forma, e isso precisa ser dito com honestidade. Alguns percebem melhora rápida; outros precisam de algumas sessões para começar a notar a mudança. Em alguns casos, pode haver leve sensibilidade local temporária, como acontece após manipulação muscular ou estímulo terapêutico, mas isso não costuma impedir as atividades habituais.

Nos efeitos de médio prazo, a repetição das sessões pode ajudar a reorganizar o padrão de dor. O objetivo não é apenas aliviar momentaneamente, mas reduzir a intensidade das crises, melhorar a função, diminuir a rigidez, favorecer o sono e ajudar o paciente a retomar movimentos que antes eram evitados pelo medo da dor. Em dores persistentes, o sistema nervoso pode ficar sensibilizado; por isso, o tratamento precisa atuar também na modulação desse sistema, e não apenas no ponto doloroso.

Nos efeitos de longo prazo, a acupuntura pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de controle da dor crônica. Isso significa integrar o tratamento com avaliação médica, diagnóstico adequado, atividade física orientada, sono, controle de fatores emocionais, redução de sobrecargas e, quando necessário, medicamentos, bloqueios, infiltrações ou outras abordagens. Diversos estudos apontam evidência de benefício da acupuntura em condições como dor lombar e cervical, osteoartrite, cefaléia crônica e dor no ombro, embora os resultados variem conforme o diagnóstico e o perfil do paciente.

Quando o paciente pergunta se a acupuntura dói, muitas vezes ele não está perguntando apenas sobre a agulha. Ele está perguntando se pode confiar. Se será respeitado. Se terá controle durante a sessão. Se será ouvido caso sinta desconforto. E essa é uma parte fundamental do cuidado. A acupuntura médica deve ser conduzida com explicação, escuta e segurança. O paciente precisa saber o que será feito, por que determinado ponto foi escolhido e quais sensações podem aparecer.

Também é importante lembrar que a acupuntura realizada por médico está inserida em um raciocínio clínico. Antes de tratar, é preciso avaliar. Dor lombar não é sempre igual. Dor no joelho não tem sempre a mesma causa. Enxaqueca, fibromialgia, dor cervical, dor no ombro e dor crônica exigem investigação cuidadosa. A escolha dos pontos, da técnica, da frequência das sessões e da possibilidade de eletroacupuntura depende do diagnóstico, da sensibilidade do paciente e do objetivo terapêutico.

A eletroacupuntura, quando indicada, utiliza pequenos estímulos elétricos controlados aplicados às agulhas. Também não deve ser doloroso. O paciente pode sentir pulsação, vibração ou contração leve, sempre em intensidade ajustável. Esse recurso pode ser útil em alguns quadros de dor persistente porque permite estímulo mais constante e padronizado durante a sessão.

Portanto, a resposta mais honesta para a pergunta “Doutor, acupuntura dói?” é: não, a acupuntura não deve doer. Ela pode gerar sensações diferentes, como pressão, peso, calor ou formigamento, mas essas sensações costumam ser leves, passageiras e controladas. O tratamento deve respeitar o limite de cada pessoa.

Para muitos pacientes, o maior obstáculo não é a agulha, mas o medo da agulha. Depois da primeira sessão, é comum perceber que a experiência é mais tranquila do que se imaginava. A acupuntura médica, quando bem indicada, pode ser uma ferramenta importante no tratamento da dor, não como promessa isolada de cura, mas como parte de um plano de cuidado individualizado, seguro e humano.

Se você sente dor persistente em Petrolina ou no Vale do São Francisco, uma avaliação médica pode ajudar a entender a origem da dor e indicar se a acupuntura médica pode fazer parte do seu tratamento. A dor precisa ser investigada, compreendida e tratada com responsabilidade. E o cuidado começa, muitas vezes, desfazendo um medo simples: a acupuntura não é para causar dor; é para ajudar no caminho do alívio.

 Dr. Alexandre Palomino
Médico especialista em Acupuntura Médica e tratamento da dor.
Atendimento em Petrolina – PE.
Site: www.dralexandrepalomino.com.br


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